Inveja de cubano e de norte-coreano
Puta que pariu. Eu acho uma merda essa galera que fica dizendo "ai, eu não gosto de filme brasileiro, não... tem muito palavrão". Muito palavrão? E daí, porra?! Vai dar esse teu cu preto. Eu num vejo porque é uma bosta mesmo.
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Eu não tenho vergonha nenhuma de admitir. Eu sinto inveja. Sinto, sim. Eu gostaria de ganhar a vida fazendo o que gosto. Ganhar dinheiro tendo prazer no que faz. Como Tom Waits ou Vinícius de Moraes. Como o Tim Maia - se bem que, veja como ele acabou: decadente e decrépito. Ou mesmo como o Marcelo Mirisola, que é um loser total, mas ao menos segue a sua vocação. No final das contas, eu nem ganho dinheiro nem faço o que gosto. É foda. Que solução me resta, fora ganhar na loteria (tá acumulada, hora de jogar!)?
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Falar mal dos enredos patéticos e repetitivos das novelas, criticar a seleção de Parreira (antes do fiasco contra a França), detestar ver filme dublado, achar que Brasília é um erro histórico, considerar ridícula a decoração da Copa, ter a opinião de que JK é um dos piores presidentes que este país já teve, admirar a grandeza e a originalidade da sociedade americana (e não se referir a ela como "norte-americana"!), preferir Halloween a Carnaval, afirmar que Buenos Aires é a capital mais charmosa da América do Sul... são todos atos sujeitos a pena de paredón, considerados como crimes de idéia pela patrulha ideológica de plantão! Que leiam a porra da Declaração Universal dos Direitos Humanos, caralho! Eu sei o que eles gostariam - opinião única! Eu também: a minha!
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O que é que eu e o gari, ou a empregada, ou o motorista de ônibus temos em comum além do mesmo passaporte? Ah, eles não têm passaportes...
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Eu não tenho vergonha nenhuma de admitir. Eu sinto inveja. Sinto, sim. Eu gostaria de ganhar a vida fazendo o que gosto. Ganhar dinheiro tendo prazer no que faz. Como Tom Waits ou Vinícius de Moraes. Como o Tim Maia - se bem que, veja como ele acabou: decadente e decrépito. Ou mesmo como o Marcelo Mirisola, que é um loser total, mas ao menos segue a sua vocação. No final das contas, eu nem ganho dinheiro nem faço o que gosto. É foda. Que solução me resta, fora ganhar na loteria (tá acumulada, hora de jogar!)?
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Falar mal dos enredos patéticos e repetitivos das novelas, criticar a seleção de Parreira (antes do fiasco contra a França), detestar ver filme dublado, achar que Brasília é um erro histórico, considerar ridícula a decoração da Copa, ter a opinião de que JK é um dos piores presidentes que este país já teve, admirar a grandeza e a originalidade da sociedade americana (e não se referir a ela como "norte-americana"!), preferir Halloween a Carnaval, afirmar que Buenos Aires é a capital mais charmosa da América do Sul... são todos atos sujeitos a pena de paredón, considerados como crimes de idéia pela patrulha ideológica de plantão! Que leiam a porra da Declaração Universal dos Direitos Humanos, caralho! Eu sei o que eles gostariam - opinião única! Eu também: a minha!
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O que é que eu e o gari, ou a empregada, ou o motorista de ônibus temos em comum além do mesmo passaporte? Ah, eles não têm passaportes...



