dito e feito, o ditado perfeito
"Dito e feito" é, sem margem à dúvida, o ditado ideal. Senão, vejamos.
Antes de mais nada, a expressão é utilizada, sempre, "a posteriori". Ou seja, depois de sucedido o evento. "Fulano e Sicrana se separaram" - "dito e feito", dirá alguém, coberto (claro!) de razão, diante dos acontecimentos que corroboram sua suposta premonição. Nunca se usa o ditado aprioristicamente - nesse caso, ficaria o termo sem sentido, ou com sentido incompleto.
Recorrer à expressão em debate passa, além disso, aos demais ouvintes, a impressão de inteligência, sabedoria. "Aquele cara é muito brabo". Dada essa informação, alguém pode dizer, buscando erudição no popular (nada mais "in") - "É, mas 'cão que ladra não morde'". Caso nada aconteça, a pessoa terá razão; mas também como nada terá acontecido, ninguém lembrar-se-á. No entanto, o indivíduo que, na mesma conversa, prever algo a acontecer - "ele vai fazer uma besteira" - irá gerá um debate no grupo, durante o qual ele poderá recorrer a algum postulado da psicologia freudiana para embasar a sua posição. Passado algum tempo, este indivíduo terá passado uma impressão de sabedoria maior do que o que repetiu o bordão popular, independentemente de se algo venha ou não a acontecer ulteriormente. E se, porém, algo suceder-se e comprovar a previsão da pessoa, esta poderá, com toda a autoridade, e aumentando o respeito nutrido pelos seus pares à sua capacidade crítica e analítica, dizer - "dito e feito".
Ao recorrer a provérbios, tenhamos sempre isto em mente.
Antes de mais nada, a expressão é utilizada, sempre, "a posteriori". Ou seja, depois de sucedido o evento. "Fulano e Sicrana se separaram" - "dito e feito", dirá alguém, coberto (claro!) de razão, diante dos acontecimentos que corroboram sua suposta premonição. Nunca se usa o ditado aprioristicamente - nesse caso, ficaria o termo sem sentido, ou com sentido incompleto.
Recorrer à expressão em debate passa, além disso, aos demais ouvintes, a impressão de inteligência, sabedoria. "Aquele cara é muito brabo". Dada essa informação, alguém pode dizer, buscando erudição no popular (nada mais "in") - "É, mas 'cão que ladra não morde'". Caso nada aconteça, a pessoa terá razão; mas também como nada terá acontecido, ninguém lembrar-se-á. No entanto, o indivíduo que, na mesma conversa, prever algo a acontecer - "ele vai fazer uma besteira" - irá gerá um debate no grupo, durante o qual ele poderá recorrer a algum postulado da psicologia freudiana para embasar a sua posição. Passado algum tempo, este indivíduo terá passado uma impressão de sabedoria maior do que o que repetiu o bordão popular, independentemente de se algo venha ou não a acontecer ulteriormente. E se, porém, algo suceder-se e comprovar a previsão da pessoa, esta poderá, com toda a autoridade, e aumentando o respeito nutrido pelos seus pares à sua capacidade crítica e analítica, dizer - "dito e feito".
Ao recorrer a provérbios, tenhamos sempre isto em mente.

2 Comments:
imperativo categórico.
é isso aí.
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