o neto que ia visitar vó creuza (mas aí algo o surpreendeu)
Era uma vez uma historinha marrómenu assim, tipo, um menino ia andanando pelo caminho, pela floresta, pra casa da avó, aí ele pegou e ficou assobiando uma melodia, acho que era uma música do Trem da Alegria, aquela do He-Man, sabe?, e ele ia saltitando, como Dorothy e o Espantalho, alegremente. O menino, tá ligado?, ia levando um DVD massa pra assistir com a vozinha dele, que habitava num barraco no meio do bosque - no meio do mato, mesmo. O menino era uma criança esperta e sapeca, muito divertida, ainda que não muito dedicada aos estudos. Sem querer tirar o suspense da história, se o menino tivesse vivido sua plenitude, teria sido, e por que não?, um famoso cantor de pagode (porque essa historinha se passa nos anos 90, quando esse gênero musical estava bastante em evidência nos meios midiáticos). Mas como eu ia dizendo, tratava-se de uma criança desenrolada. E atenciosa. Estava indo passar "some quality time" com a progenitora da sua progenitora. Um sol lindo, o clima ameno das 10 horas da manhã, a mata e seu cheiro... do esgoto que corria ao lado das árvores, a céu aberto - a criança vivia num meio precário. Tudo ia bem (modo de dizer, né? Era uma criança pobre, de má formação formal, morando em péssimas condições de vida, numa invasão que estava em vias de destruir a matinha, um resquício de mata urbana - que absurdo! -, que ia visitar sua vó creuza edileuza, velha carquética, com elefantíase e outras doenças de pobres, além de umas duas doenças venérias - doenças de putas -, sobrevivendo com a aposentadoria de um salário mínimo - do qual lhe restava apenas uma ínfima quantia, uma vez que o resto ia para os seus 10 filhos, que "administravam" - roubavam mesmo, vamos lá - suas "economias escassas" - ok, seu miserê). Enfim, como eu ia dizendo, aí o pirralha tava indo feliz da vida (como isso era possível permaneceria para mim um mistério, não fosse o tubo de cola que levava na mão) até que uns PMs invadiram a invasão que invadia o resquício de mata, atrás de uns traficantes de cola, para extorqui-los, no que trocaram tiros e uma bala "perdida" (eufemismo-mor) atingiu a nuca do nosso amiguinho maroto, que morreu, sereno, no ato... Falho. Talvez para sua felicidade, pois partiu dessa pra uma melhor.
O fim. Dos tempos.
Essa história é baseada em factóides reales.
O fim. Dos tempos.
Essa história é baseada em factóides reales.

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