Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006

burro boo hoo

Jesus me chicoteie .
Ouçam essa história.
Era uma vez um escoteiro mirim, jovem de aproximadamente 14 anos, ruivo, feio coitado. Jovem esse que ao ajudar uma velhinha atravessar a rua, desviou a atenção para uma pomba imóvel na trilha do bonde. Dilema na mente do ruivo, pomba ou velha, o que vocês fariam. Exatamente.
Tudo isso aconteceu enquanto as palavras cruzadas indicavam ande ou não ande. Cruzadas que mataram muçulmanos de volta para os podres buracos de onde saíram. Cruzadas que garantiram o título de roland garros para o herói nacional conhecido como Guga Kuerten (com o mesmo acento de Bundchen--ou não). Mãos cruzadas que confundiram o pobre Marcos Valério num truque nojento de mágica de revistinha.
Como ia dizendo, o escoteiro mirim, corno, filho de pais bastardos portanto bastardo por influência paterna, atravessava a rua com uma velha no braço, quando avistou o tal do pombo imóvel, e sentido, naturista, sensível candidato à anjo, abandanou a pobre velha e através de boca-a-boca, consegiu contactar um veterinário do centro de emergências animalísticas. "chama ele", diz o menino para o primeiro que vê, "corrente até o balcão de atendimento" ... e de boca à boca, o pombo morre atropelado.
Quem liga.
Eu ligo o computador todo dia para escrever histórias de amor entre goblins e dromedários. Apenas não decidi quem é a mulherzinha na relação. Goblins como os de Tolkien, eles têm música de fundo e tudo. Banda sonora, som imaginário, imagine all the people. Tolkien e Beatles numa sequência de frases. O mundo é pequeno meus camaradas.

Moral da história: melhor carregar um burro nas costas do que conviver com um burro letrado.